unjob



Domingo, Junho 21, 2009


Madeiiiiirrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Na manhã do dia 15 de maio caiu uma frondosa árvore na praça Cel. Fernando Prestes no centro de Sorocaba, destruindo completamente um banco próximo e dois dos três mastros: o da bandeira de Sorocaba e o da bandeira do Brasil, restando apenas a do Estado de São Paulo.
A árvore em questão era um Pau-Ferro (Caesalpinia férrea), árvore nativa e diz que é esse seu nome devido ao barulho e as faíscas que saem dos machados que se atrevem a cortá-la (curiosidade bacana).
Indo direto ao assunto: Quando as praças foram “revitalizadas”, (sem entrar no mérito e no absurdo que é aquele piso), os “profissionais” (já vi que este texto será repleto de aspas) contratados para a execução da tarefa tiveram a “grande idéia” de colocar luminosos ao redor das árvores, conforme podemos observar. Acontece que para fazer isso, tiveram que “aparar” o sistema radicular da planta (sistema radicular = raízes), para que ela não quebrasse o novíssimo e antiaderente piso e coubessem confortavelmente nas grades colocadas.
Mas, o que os inteligentes profissionais nem sequer imaginaram, é que fazendo isso estariam condenando as árvores à morte. Ao cortar os “excessos” das raízes, a árvore não mais consegue absorver a quantidade de água (colaborada pela impermeabilização do piso) necessária para manter sua saúde. Além disso, faz com que ela perca seu equilíbrio. A natureza não cria nada que seja inútil ou fugaz, mesmo o mais fino ramo de raiz está ali por um motivo, e acredite não é para impressionar quem pela praça passa.
Com esta atitude, sem saber, deram às arvores apenas sobrevida de poucos anos. E esses anos estão chegando ao fim.
Desta vez tivemos “sorte”, caiu numa manhã chuvosa e ninguém foi ferido. Agora, um erro cometido por incompetentes lá atrás, criará uma perda significativa ao meio ambiente, provavelmente as espécies de Paus-Ferros que lá sobraram (fica a dúvida sobre as Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), comum na arborização urbana, que muitas foram cortadas com a desculpa de que “fazem muita sujeira”. Você a conhece, acredite: é aquela que a vagem que contém suas sementes caem secas ao chão, e é irresistível não pisar sobre elas, que estalam deliciosamente, ainda mais do que apertar bolhas de ar em saquinhos de eletrodomésticos) terão de ser cortadas para que se evite uma tragédia.
E sobrará o que? Apenas as ridículas e exóticas Palmeiras Imperiais (Roystonea oleracea) (exóticas = oriundas de outros países. No caso, das Antilhas, e que foi Dom João VI quem plantou o primeiro exemplar no Brasil, em 1809, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro) que nem pra sombra prestam! E porque lá foram colocadas? Talvez para fazer do centro sorocabano uma nova Beverly Hills (quero ver como farão para fazer a praia).
Vamos apenas deixar uma coisa bem clara aqui e que me preocupa: As árvores não são culpadas, culpados são os idiotas humanos que estão se lixando para o meio em que vivem, preocupados apenas com coisas superficiais, em detrimento das deverás importantes.
Me lembrou muito a “moral da história” deste post aqui, lembra não?

** Mastro que sobrou depois do tombo. No detalhe, a "genial "grade luminosa.
João - 11:55 AM

diz aí:

Sexta-feira, Junho 12, 2009


Trio Paková na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba


"1ª música própria do Trio Paková. "Porque será?" foi composta pelo guitarrista e compositor JP Rodrigues e conta a história de um pouco de cada um de nós. Foi executada pela primeira vez na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba, no dia 11 de junho de 2009. Divirta-se! "

Qui chique né?

João - 6:34 PM

diz aí:

Segunda-feira, Maio 25, 2009





Se você não está conseguindo visualizar o campo "Enviar", clique AQUI.

João - 1:20 AM

diz aí:

Terça-feira, Maio 19, 2009




"ouça a canção e anote a receita..."

João - 1:38 AM

diz aí:

Segunda-feira, Maio 04, 2009


Terminated yourself
Sempre admirei o Christian Bale. Não ví, ainda, um filme com ele que seja ruim. E não estou exagerando. Diferente de outros atores, ele escolhe a dedo seus papéis, e seja o que for, o faz bem. Destaques para o absurdo e assustador “O Maquinista”, no qual ele emagreceu cerca 30 (!!) quilos pro papel (parece-me que o Jô Soares, motivado pela curiosidade, declarou certa vez este ter sido o único filme em DVD que ele viu os extras).
A carreira não poderia ter começado melhor: Aos 11 anos foi o protagonista principal dum belíssimo filme chamado “O Império do Sol”, dividindo a cena com um sempre ótimo John Malcovick e dirigido por nada mais nada menos que o midas, Steven Spielberg.
Recentemente protagonizou um filme que gerou muito blá blá blá chamado...hã...como é mesmo o nome? Hã...pérai deixe-me ver...áh é, é um tal de Batman – O Cavaleiro das Trevas, quebrando recordes e fazendo parte do seleto grupo de filmes que fizeram BIlhões de dólares nas bilheterias.
Mas parece que todo esse sucesso não fez bem ao nosso amiguinho. Depois de ser processado pela mãe e irmã por agressão (mãe e irmã, veja bem!), Bale execrou um iluminador durante as filmagens de seu novo filme, Terminator Salvation, que é a quarta parte da franquia Exterminador do Futuro, no qual interpreta John Connor. O “piti” de 4 minutos caiu na net e, apenas 12 horas depois, ganhou um remix, virando um dos vídeos mais acessados no youtube. Confira abaixo:


Lembrando que os palavrões são extremamente grosseiros, portanto veja por própria conta e risco.
Ê Cricri, vê se bota juízo nessa cabeça!
Aproveitando a campanha, neste site você pode fazer de você mesmo um Terminator.

Não te faz ser uma pessoa melhor, mas vale pela diversão.

Terminator Salvation estréia em 5 de junho.
João - 1:00 AM

diz aí:

Quinta-feira, Abril 16, 2009


The times they are a-changin'

Ouvi muito pouca gente falando sobre a Hora do Planeta, que aconteceu das 20:30 às 21:30 do dia 28 de março de 2009, um sábado. Aos que avisei, mínimo eram as pessoas que estavam antenadas. Se você não sabe do que eu estou falando, volta amanhã.
Às demais que fiz questão de avisar (principalmente pelo MSN), ou não se manifestaram ou demonstravam incredulidade:
- Isso é real?
- Mas, pode ficar na net né?
- E como vou fazer para estudar?
Pois digo que uma hora no “escuro” em nada me atrapalhou. Muito pelo contrário: Tive um romântico jantar à luz de velas, a casa pareceu-me muito mais calma e refrescante do que o habitual, e conversei como a muito tempo não fazia.
Mesmo sendo um ato simbólico, acho muito válido. Caminhamos prum cenário inédito na história da humanidade, o da escassez do básico para a nossa sobrevivência devido ao esgotamento dos recursos naturais. Usamos muito, tiramos pouco proveito, e assim nos adaptamos. Agora uma nova era chega, de evoluírmos e nos readaptarmos novamente. Chegou a hora de, finalmente, nos unir em prol de algo maior do que nosso próprio bem-estar.
Parabéns a você e a todos aqueles que aderiram ao movimento em especial a turma do Coral que canta meu caro amigo Zé do Café. As 20:30 todas as luzes, exceto as necessárias para ler-se a partitura, foram apagadas na Catedral. Fiquei muito feliz ao saber disso.
Foi, sem dúvida, um belo espetáculo. Mas desta vez, as ações não tiveram holofotes.
Ilustram o post alguns dos lugares participantes.
Se não sabe do que estou falando e leu o post até aqui ou quer saber um pouquinho mais como tudo começou, dá uma olhada no belo, curto e informativo vídeo abaixo:


**PS** Veja o post como ele é no Mozilla Firefox. O Internet Explorer está cada dia pior.
João - 9:57 AM

diz aí:

Segunda-feira, Abril 06, 2009


Qui puxa...

João - 12:49 AM

diz aí:

Quinta-feira, Março 26, 2009


Watchmen – o filme
Porque “o filme” do título? Porque falo sobre o filme? Também.
Watchmen é uma revolucionária HQ publicada entre 1986 e 1987, em 12 edições, de autoria do genial (e mala) Alan Moore e ilustrada por David Gibbons.
Havia lido a HQ quando criança e a reli há aproximadamente uns dois anos.
Alan Moore é conhecido do meio e faz, juntamente com Neil Gaiman e Frank Miller, uma das trincas mais respeitadas (e lucrativas) dos quadrinhos. Todos já tiveram algumas de suas obras adaptadas à telona (Stardust e o recente Coraline, obras do Neil Gaiman; e SinCity e 300, do Frank Miller).
Mas diferente do Neil e do Frank, Alan tem aversão a qualquer menção em adaptar suas criações para o que quer que seja. Sabe aquele pseudo-heremita, barbudo, iluminado, carrancudo, genial, isolado e bizarro? Pois é, Alan é quase isso.
Mas, para azar dele e sorte nossa, o poder de decisão sobre criação saiu de suas mãos e foi, finalmente, adaptada.
Até recentemente a obra era considerada infilmável. Watchmen é a história de um grupo de pessoas comuns e sem superpoderes (tirando o azulão) que decidem se organizar para combater o crime. Toda a história e trama deste grupo tem como pano de fundo a Guerra Fria e foi criada, contada e finalizada nestas doze edições. Não tiveram outras anteriores e façamos figas, nem terá.
Dirigido por Zack Snyder (o mesmo de 300), Watchmen é um puta filme. O começo é, simplesmente, fantástico! Mostra cenas dos Vigilantes em tempos áureos, participando de momentos decisivos da história do mundo. E tudo isso ao som da lindíssima “The times they are a-changin'”, do Dylan (que toca inteirinha!!).
A história e o visual são fidelíssimos ao quadrinho, exceto o fim. Sim, o apoteótico e inusitado fim das HQ’s foi mudado na adaptação. De acordo com o diretor, pra filmar o final original demandaria de, no mínimo, mais 20 minutos de película.
Devo dizer, porém, que o efeito e reflexão principal proposto pela história não foi perdida e até mesmo o motivo “inventado” pra justificar o final do filme que levaram Doctor Manhattan a cooperar (como é horrível fazer a resenha com a preocupação de não estragar surpresas!!) com o diabólico plano vem bem a calhar com a atual situação ambiental do planeta. Com suas 02h46min (sem intervalo!) o filme é repleto de referências (atenção ao Porco Voador da capa do disco “Animals”, do Pink Floyd na última cena, do lado direito da tela ao lado dos Zepelins – confesso que não reparei, me contaram) e trilha sonora matadora (Simon e Garfunkel, Hendrix, Nick Cave e até a Cavalgadas das Valkírias!), além de ser um espetáculo visual de primeira, o espectador é fisgado pela intrincada história e não dispersa a atenção até o final do filme.
Apesar da longa duração, o filme passa que nem se vê. Pra mim ainda mais rápido que o longo (e merecedor dos créditos dados) Batman - o Cavaleiro das Trevas.
Mas isso é assunto pra outra hora.
Ressalvas apenas ao homem mais inteligente do mundo Ozzymandias, que nos quadrinhos impõe respeito, credibilidade e empatia absurdas, sendo retratado no filme (sabe-se lá porque!) como um meninão criado com a vó, mimado e baitola.
Outro ponto a ser comentado é o (modesto) pingola azul fluorescente do Manhattan dando o ar da graça (não me recordo de outro nu frontal em blockbuster) e, como se isso só não bastasse, ainda tem o Coruja pagando cofrinho!
Ponto alto da adaptação é mesmo Rorschachs. Com sua postura incorruptível e seu jeito brucutu ganha credibilidade mesmo entre inimigos. Outra coisa bacana é a (falta) de expressão do Dr. Manhattan, que causou-me desconforto durante e permanece até mesmo depois dos créditos finais do filme. Neste momento, inclusive...brrrr

NOTA: 9,5

João - 12:53 AM

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Sábado, Março 14, 2009


Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Dsdfwehvxmjj

Se você acha difícil entender o que eu escrevo, com meus parênteses em excesso e minhas vírgulas mal colocadas, precisa mesmo é me ouvir falando. Aí é que não dá pra entender porra nenhuma.

Eu tenho problema de dicção, e até já raspei no assunto aqui. E não estou sozinho: na família, tá cheio de gente ininteligível. O idioma oficial da Padulândia é falar baixo, rápido e pra dentro. Qualquer conversa que envolva principalmente meu vô, meu pai e eu tem grandes chances de ser apenas um amontoado esquisito de frases jogadas e 'hein?', 'oi?' e 'I beg your pardon como?'.

O diálogo com meu vô costuma ser assim:

Ele: ascfewfsdaqd lá o cara lá, o... Denilso.
Eu: Edmílson.
Ele: Ahn?
Eu: Edmílson.
Ele: Isso, Denilso. O cara pega a bola e vfsadfadvf aaqwerq. Ah, quê que é isso, tá louco.

Já meu pai, além de não ser bom orador, não é bom auscutador:

Ele: Sua mãe foi na padaria.
Eu: ...
Ele: Viu? Sua mãe foi na padaria.
Eu: Que padaria?
Ele: Sua mãe.

O pior dessa história é que uma das frases prediletas dos soldados da autoajuda é sobre como o diálogo na família é o que a mantém unida. Besteira. Com meu pai e com meu vô eu me dou muito bem, sem atritos nem rusgas. Já minha mãe, que é mineira e fala devagar, disse que eu sou demente, fracassado e que vou morrer de câncer de pele.

E se eu falo de um modo que não dá pra entender, acredite: é pra proteger as pessoas.

FIM

**PS** Crônica publicada originalmente AQUI. Posto no unjob porque digo que há tempos algo não me tirava o fôlego de tanto rir!!!!! Clica aqui e confira!! Saiba mais sobre a Padulândia aqui. Já adianto que é um lugar maravilhoso, encantador e receptivo! Tipo a terra dos Teletubies....aliás, pensando bem, não clica neste link daqui não porque ele é igual ao primeiro.......é........isso........isso mesmo........o primeiro lá........lá em cima.....pouco antes desse.....é.....é.....exatamente....que bom.....é isso aí.........é.......a comunicação flui.......bom né........é........então....aham.......hã.....err......tchau......
João - 7:46 PM

diz aí:

Domingo, Março 08, 2009


3 em 1

QUEIME DEPOIS DE LER
Novo filme dos irmãos Joel e Ethan Cohen. Um pseudo-comédia nos mesmos moldes de “Matadores de Velhinhas” e “E aí meu irmão, cadê você?”, tbm filmes dos ditos.
Com elenco estelar (Brad Pitt (hilário como afeminado), George Clooney (incrivelmente comum), John Malcovick (bizarro como sempre) e Tilda Swanton (fria e frígida), o filme brinca com os filmes de espionagens e leva ao extremo as situações de cada um dos personagens, transformando todos em paranóicos em suas próprias idiotices. Impossível não se identificar.
Não muda a vida de ninguém, mas arranca risadas de situações inacreditáveis.
NOTA: 8


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CORALINE E O MUNDO SECRETO
Uma ressalva antes de tudo: Porque filmes adultos estão chegando aos cinemas sorocabanos apenas em versões dubladas? Não vi o Iron Man (não que este seja adulto, aduuuuuulto....veja bem) no cinema e por pouco não vejo o “Cavaleiro das Trevas” por conta disso. “Hulk” e “O dia em Que a Terra Parou” também não ví pelo mesmo motivo. Não é de agora que isto está desta forma. Chega-se ao cúmulo do filme estar em vááários cinemas, e em todos dublados. E porque? Estarão ficando os cidadãos sorocabanos idiotizados? Por Deus pessoal, prestigiemos os filmes em seu áudio original! Não há prazer igual.
Não quero ser chato, obrigar a todos ler a legenda, mas que pelo menos nos dê esta opção, senhores!
Coraline e o Mundo Secreto está, obviamente, apenas em versões dubladas. Triste já que muito se elogiou a versão original, onde Dakota Fanning é quem dá voz a personagem título.
Mas abri uma exceção pelo fato do filme ser uma animação, e seria querer demais que não viesse apenas em versões dubladas.
Baseado no quadrinho do incrível Neil Gaiman, conta a história duma garotinha que leva uma vida triste pela ausência do amor dos pais e se muda pruma nova casa, um casarão antigo. Lá ela vai encontrar uma portinha escondida, que dá passagem ao tal “mundo secreto” do título.
A técnica empreendida pelo diretor Henry Sellick é a mesma do “O estranho mundo de Jack - de Tim Burton” que, apesar do título, quem dirige é o Sellick. A diferença agora é que, mesclado a técnica stop-motion está o uso de CGI. E o resultado é fantástico!
A fotografia é belíssima! E em vários momentos tive sensações de deja-vu, lembrando da casa onde eu e minha família moramos durante quase 20 anos.
O filme é, em muitos momentos, sombrio e perturbador (foi o que ouvi na saída da sessão). Achei um ótimo filme e deve agradar em cheio aos fãs do gênero.
Pena que não temos o IMAX, pois o filme foi rodado com a possibilidade de ser visto em 3D.
O jeito é tomar umas cagébras antes.
NOTA: 9

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YES! (Sim Senhor!)
Sujeito de meia idade tem vida enfadonha, solitária (apesar da insistência dos amigos) e traumatizado por fim de relação já a dois anos. A palavra mais usada por este exemplo de cidadão é...NÃO.
NÃO! NÃO E NÃO!
Recebe convite pruma palestra inusitada e após destino colocá-lo contra a parede (e o amigo também), não vê outra opção senão em comparecer a tal evento. O palestrante prega o uso, absolutamente para TUDO (cof! cof!), da palavra SIM!
SIM! SIM! e SIM!
À partir daí tudo muda e o rapaz começa a perceber o quanto perdia da vida.
SIM! (ops!), esse é mais um filme do Jim Carrey. SIM! (eitha!) lembra muito a premissa d’”O Mentiroso (com o próprio ator) e SIM! (ih caraca!) o filme vale muito a pena ser visto.
Carrey (com a idade já visível) está habitualmente a vontade no papel e nos obriga a compadecer de sua neurose, assim como da sua redenção.
A linda Zooey Deschanel (do incompreensível Fim dos Tempos) é uma fofura. Com seus belos olhos azuis e franjinha arranca suspiros e faz com que coraçõezinhos das nuvenzinhas dos ursinhos carinhosinhos saltem aos olhos. Ela canta na inusitada banda “Munchausen by Proxy”, criada para o filme. E é bem boa, diga-se.
Com duas referências clássicas aos Beatles (I've got blisters on my fingers!), o filme faz rir e sair do cinema com uma sensação boa, sorriso estampado no rosto e uma vontade irresistível de fazer piadinhas escrotas com a situação.
Portanto se for convidado e dúvidas surgirem sobre ir ou não ao cinema ver Sim Senhor!, só há uma palavra a ser dita...e acredito que você, a esta altura, já saiba qual é!
NOTA: 9

**PS** - E esta semana: WATCHMEN! (u-hu!)

João - 11:18 PM

diz aí:

Sábado, Fevereiro 21, 2009


Manchetes:
“Número de mortos por incêndios na Austrália chega a 181” - 10 de fevereiro de 2009 • 22h28 • atualizado às 22h49
“Enchente atinge a Austrália” - atualizado em 04/02/2009 às 11:44:48
“Crocodilos em meio a enchentes” atualizado em: 09/02/2009


MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE QUEM TEM CULPA NO CARTÓRIO

Moro em meu ranchinho, lá nos confins de Queensland, uma cidadela no extremo norte da Austrália, durante toda a vida. Tudo ia muito bem, maravilha, até fevereiro de 2009. Uma onde de incêndios, por conta da pior seca da história do país, ameaça meu lar e minha pacata vida. Resisto, acredito que o homem, como sempre, irá contornar a situação, e só percebo que a coisa é realmente séria e irreversível quando o telhado de casa começa a desabar em chamas. Meu Deus! Não há tempo de pegar nada e imbuído do instinto de sobrevivência corro até a saída da casa, mas percebo que ela está obstruída pelas chamas. Rapidamente encharco um cobertor com água, me cubro e saio em disparada. Ao sair da casa, percebo que as árvores ao redor também estão em chamas. O calor é insuportável. Sigo correndo, tonto pela fumaça, cambaleante, mas continuo em frente. Um galho de árvore em labareda cai bem ao meu lado, quase me esmagando e/ou fritando. E quando começo a perder os sentidos pela fumaça, chego a um lugar onde as chamas não mais existem. Estou a salvo! Penso comigo e ao respirar fundo e tentar me recompor, surge do nada uma onda gigantesca que me arrasta correnteza abaixo. Não sabia ainda, mas já estava no extremo Sul do país, onde as piores enchentes da história estão assolando a população. A correnteza tem, no mínimo, três metros de altura. É duma violência ímpar, entro em desespero. Se a poucos minutos o que eu mais queria na vida era um montão d’agua, agora sei perfeitamente o que significa “tenha cuidado com o que deseja”.
Desesperado não sei o que fazer. Até que, por interferência divina, consigo escapar segurando num galho numa das poucas árvores que ainda estão aos arredores. Com muita dificuldade vou-me puxando vagarosamente pra fora d’água, pois a correnteza é muito forte. Quando estou quase totalmente a salvo, sinto algo pesado em meus pés e percebo: um imenso crocodilo abocanhou uma de minhas pernas! Meu Deus! Meu Deus! Me chacoalho, chuto sua boca e ele, forte, resiste. Até que uma pedra rola da ribanceira e o acerta em cheio, desnorteando-o e o arrastando pela correnteza. Suspiro aliviado, não acreditando no que me acontece. Ao me virar, pronto para ir embora e postar essa bizarra estória no unjob, me deparo com um canguru. Antes queu pudesse me dar conta, tomei um soco de direita na boca do estômago que me fez sentir náuseas. O bicho, sapeca, pula de lá pra cá na minha frente e num movimento veloz se apóia no rabo e dá com os dois pés no meu peito! PÁÁÁÁÁÁÁ!!!
Vôo longe e caio novamente na correnteza...estou queimado, afogado, faltando um pedaço da perna esquerda, com o baço e o peito em dor pelas bicudas recebidas, e me deixou levar. Não há mais o que fazer. Se é assim que me queres, Deus, assim me terás. Porém quando estou quase desfalecendo, esbarro num eucalipto que ainda perdura. Grande, frondoso e sadio. Me agarro a ele e, com muita dificuldade, vou subindo. Arfando, soando e fodido chego ao topo. Longe das chamas, da água, dos crocodilos e cangurus malditos. Mas reparo, logo a minha frente, um singelo, lento e super fofo coala.
- Olha, que bunitinho. Também se protegendo da enchente, do fogo, dos crocodilos e cangurus? Vem cá vem, coisinha linda do pai.
O bicho do nada avança sobre mim e gruda suas unhas gigantes em meu pescoço! Me sinto sufocar! Não acredito no que vejo! Reparo e vejo os olhos do coala, antes tão singelos e inocentes, agora vermelhos e endemoniados! Caracas! Começo a perder novamente os sentidos...e numa última tentativa de salvar minha vida dou um chute no saco do bicho! De chapa! PÁ!
Vejo ele virar os olhinhos...colocar a lingua pra fora...e cair lá de cima feito fruta madura.
TUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!
- Estou salvo! Viva! Viva! – comemoro. Olho para o céu e digo, em blasfêmia:
- É só disso que é capaz? Hein? Hein? Frôxo! Agora sei que nada divino pode me tirar a vida!!
Nisso sinto um tremor, o eucalipto balança, como se vivenciasse um terremoto. Ouço um barulho estranho, fico sem entender, e assim permaneço até a minha...morte.

Chegando ao céu (cof! cof!) pego emprestada a fita de segurança de São Pedro para entender o que aconteceu comigo. E agora sei: O Decepticon Destruction Tree do post abaixo pegou o último eucalipto ainda de pé, cortou e fatiou sem se importar com nada além do seu único propósito.
Em 13 segundos(!!), virei 3 ripas ensangüentadas enfileiradinhas ao chão.

FIM

Moral da história: Não se iluda: por mais que Deus tente, é o homem quem, no fim, acaba com tudo.
João - 12:47 PM

diz aí:

Sábado, Fevereiro 07, 2009


Olha que coisa assustadora


Não, não é um Decepticon. Embora também queira destruir o Planeta.
João - 12:35 PM

diz aí:

Sábado, Janeiro 31, 2009


Em 30 de janeiro de 1969, os Beatles se despediam como só eles sabiam fazer


Saudade. No dicionário Houaiss, sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável.

Hoje, 30 de janeiro, é o Dia da Saudade.

Nessa mesma data, mas 40 anos atrás, em 1969, em dia tipicamente londrino, com vento frio e um pouco de cinza no céu, a maior banda de todos os tempos se despedia dos "palcos".

No entanto, de uma forma que só eles poderiam pensar em fazer. John, Paul, George e Ringo subiram no telhado dos estúdios da Apple Records e lá permaneceram por 40 minutos. Logo que o primeiro riffe de guitarra foi tocado, uma multidão começou a se juntar em volta do telhado e embaixo, na Rua Saville Row. A polícia apareceu e acabou com a festa, apesar dos protestos de Mal Evans, assistente do grupo, que argumentou não se tratar de qualquer um que estava lá. Eram os Beatles, oras! A apresentação entrou para a história e foi incluída no filme Let it be (1971).

Pouco tempo depois, os Beatles encerravam as atividades. Não havia mais, em cada um deles, o espírito jovem, rebelde, alegre e unido, capaz de fazer com que subissem no telhado para tocar rock and roll.

Saudade, saudade.

texto: Fernando Figueiredo Mello
João - 6:36 PM

diz aí:

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009


O curioso caso de Benjamim Button
AVISO: Se você irá até o cinema esperando ver apenas o rostinho bonito de Brad Pitt, compre água e espere confortavelmente em sua poltrona cerca de duas horas e meia. E então, se durante este tempo você não for convencido pelo talento do rapaz, ganhe seu troféu e durma feliz.”
O curioso caso de Benjamim Button é um filme único. Único pela sua premissa inverossímil e a maneira peculiar e poética de como o diretor David Fincher o conduz.
Fincher é conhecido por filmes onde os personagens são complexos e perturbados e já dirigiu Pitt nos filmes “Se7en” e “Clube da Luta” (recomendo também um chamado “Vidas em Jogo”, de 1997, com o Michael Douglas).
Benjamim Button difere exatamente neste aspecto. O personagem do título, embora numa situação inusitada (e que faria qualquer um perder o juízo), conduz sua vida com um bom senso e uma clareza impressionantes. Não apenas para ele, e sim para nós.
Partilhamos de suas vontades e expectativas e automaticamente nos colocamos em seu lugar. Ou vice-versa.
A parte inicial do filme é a que mais gostei. Benjamim é uma criança, mas tem a aparência de um velho de 80 anos. É divertido e comovente ver as expressões de inocência e ternura típicas duma criança naqueles olhos, em contra-senso ao rosto repleto de rugas e marcas da velhice. A poesia a que me referi anteriormente permeia todo o filme, seja nas frases repetidas nas situações onde se comprovam ou no beija-flor que dá o tom do momento, embora sem esclarecê-lo. Cate Blanchett prova (como se precisasse) mais uma vez o assombro de seu talento vivendo o grande amor de Button.
Destaque para a narração do acontecimento que mudará o destino de Dayse, onde “às vezes caminhamos para uma colisão sem nos darmos conta” e sua sucessão de “coincidências”.
Divirta-se e reflita-se!

NOTA: 9

PS: Não me sai da cabeça antes mesmo de ver o filme um pensamento atribuído a Chaplin (há controvérsias) que li certa vez. A-ham:
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí, viver num asilo até ser chutado de lá para fora por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para aproveitar a sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante, faz festa e se prepara para a faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa os seus últimos nove meses de vida flutuando...
E tudo termina num ótimo orgasmo! Não seria perfeito?!”

João - 11:27 PM

diz aí:

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009


Obamania!


Imagem: Sandro Menezes/Baile Curinga

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