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Domingo, Maio 04, 2008


Bee Happening
Não sou uma pessoa supersticiosa.
E isso, aos mais radicais (lê-se “chatos”) digo que nada tem a ver com a fé, ou em estar atento aos sinais que nos dá o Universo - coisa que procuro observar e tento interpretar da melhor maneira.
Mas previsões futurísticas, cartas, tarô, lê-se mão, pé e cabelo, que nos chega em forma de panfletos, correntes virtuais ou gritos na multidão nunca me chamaram a atenção.
Promessas de resolver qualquer espécie de problema alheio assim, num piscar de olhos, nunca despertaram em mim qualquer curiosidade ou mesmo, credibilidade.
E isso não quer dizer que não funcionem, ou que não existam forças que escolhem maneiras peculiares de se manifestar. E nem é esse o tema do post.
É mais uma “coincidência” (palavra até hoje maltratada e infundada em seu significado) que compartilho.
A natureza é sábia. E ela é o maior exemplo do quão o intuitivo é importante e determina algumas regras necessárias para a possibilidade de vida na Terra.
O homem, ao adquirir a capacidade de pensar, perdeu muito do instinto, do intuitivo, ficando cego para algumas coisas que estão (estavam?) bem debaixo do seu nariz.
Sufocou-se o que para alguns é conhecido como o “sexto sentido”, a percepção sensorial de algo maior e fora da compreensão racional humana.
Não tá entendendo bulhufas? Vamos a alguns exemplos: Quando o Tsunami assolou parte da Ásia, a maioria dos sobreviventes foram os “nativos” do lugar.
Sabe porquê? Os elefantes, do nada, agitaram-se e fugiram para locais altos e distantes da praia.
Os nativos, que ainda mantém forte vínculo com a natureza, percebendo a movimentação suspeita dos maiores mamíferos terrestres, não pensaram duas vezes e deram no pé!
Em filmes é comum vermos os guerreiros em seus cavalos cavalgando quando, de repente, os animais agitam-se e saem em disparada, declarando o iminente perigo.
O trailer do filme “O Dia Depois de Amanhã”, do diretor catástrofe Roland Emmerick, é um exemplo interessante. O trailer, infestado de efeitos, me pareceu apenas “mais um” e não fomentou a ínfima vontade de fazer-me sair de casa, pagar e assisti-lo.
Até uma cena, onde as pessoas andam pelas ruas e logo acima a câmera mostra um número absurdo de pássaros cortando os céus, migrando, anômalo, despertando a curiosidade nos transeuntes – e causando calafrios neste que vos escreve.
É o sinal indubitável de que algo está fora do lugar, e não há a menor possibilidade dele ser considerado superstição de alguém ou de alguma crença. É a natureza, o instinto de sobrevivência dos (outros) seres deste planeta em manifesto.
E nisso, sim, não há como duvidar de que a coisa é, realmente, muito séria.
Sinais de que algo ruim se aproxima.
Ao ver o trailer do aguardadíssimo novo filme do indiano M Night Shyamalan, intitulado “The Happening” (porcamente traduzido no Brasil como “Fim dos Tempos”, que estréia mundialmente em 13 de junho), embora sem dar idéia do que se trata o filme (a curiosidade é elevada ao extremo!), tem um fato curioso: Logo no começo, Elliot Moore (personagem vivido por Mark Wahlberg), professor de ciências, pergunta a seus alunos:
“- Não sei se alguns de vocês ouviram algo sobre este artigo no NY Times? Aparentemente, abelhas estão desaparecendo por todo o país. Aos milhares. Vocês estão prestando atenção? Alguém sabe dizer porque isto está acontecendo? (pausa)
Ninguém? Hã?(pausa)
Ninguém tem idéia do que está acontecendo com as abelhas?”
O filme será o primeiro de Shyamalan com censura "R", apto nos EUA somente para maiores de 17 anos.
Até aí, nada demais. Apenas mais uma obra de ficção.
Após um tempo, me caiu em mãos através duma amiga a interessantíssima “Profecia Maia”, que prevê o “fim dos tempos” para o ano de 2012.
De acordo com ela, a Terra passa, naturalmente, a cada 5 mil anos, por uma renovação, o começo de um novo ciclo. Esse fim de ciclo começou em 1988 e acabará em 2012. Alguns estudiosos interpretam isso de forma catastrófica, onde colapsos climáticos irão abalar o planeta de todas as formas, invertendo os pólos e mudando o eixo do Planeta, alterando toda a forma de vida na Terra como ela é hoje. Talvez até mesmo extinguindo-a.
Esta teoria é similar ao descrito no Apocalipse, da Bíblia.
Outros dizem que será o fim da civilização como hoje a conhecemos. A humanidade dará início a um período de regeneração, com o surgimento de tecnologias não-materialistas e ecologicamente harmônicas.
Mas pra isso, uma das propostas seria a alteração do calendário gregoriano pelo lunar. O calendário gregoriano constitui uma freqüência de tempo artificial que seria a responsável pela alienação do homem da natureza e pela criação de uma civilização materialista dominada pelo dinheiro e pelas máquinas.
A mudança de calendário redirecionará a humanidade para a freqüência de tempo da natureza, que é representada pelo biologicamente preciso calendário de 28 dias e 13 luas. De fato, a proposta é adequada ao ciclo lunar, pois cada ano solar possui 13 luas e dura em média 28 dias.
Assim sendo, ao contrário da crença corrente, a mulher não fica grávida por nove meses e sim por nove luas. Soa poético até.
Loucura? Não sei, mas sejamos francos e pensemos no ano Bissexto. A cada quatro anos é acrescentado um dia a mais no mês de fevereiro, para que nosso “tempo” esteja de acordo com o ciclo Solar. No popular, é uma “gambiarra”.
No calendário Maia, por sua vez, não há indícios de que era necessária uma emenda, um esparadrapo nos dias para que o ciclo terrestre permanecesse em precisa sincronia com o ciclo do Sol.
Isso é, no mínimo, curioso, diz aí!
Até aí as coisas ainda estava solitárias, sem ligação uma com a outra.
Até que, um dia, vendo a palestra duma engenheira química, não sei por que cargas d’água, ela comentou algo sobre as abelhas e fez um parênteses, saindo da pauta, dizendo que elas estavam, realmente, sumindo.
Sumindo? É! Su-min-do! Desaparecendo! Escafedendo-se sem deixar vestígios! Milhares delas.
Pesquisando, descobri que cerca de 20% de TODOS os enxames americanos simplesmente desapareceram num espaço curtíssimo de tempo. O fenômeno ganhou o nome de Colony Collapse Disorder – ou Desordem e Colapso da Colônia.
Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas simplesmente, sumiram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a absurdos 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A USDA ainda divulgou que o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que existia em 1980!
Em países como a Alemanha esse fato intriga cientistas e pesquisadores, e o mesmo ocorre em outros países europeus onde isso também está acontecendo.
O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel.
O mais intrigante é que nenhum cientista, apicultor, profeta, cigano ou estudioso do assunto chega a uma certeza científica sobre o que está acontecendo.
Algumas teorias surgidas são curiosas: Vocês saberiam dizer, assim, na lata, qual é o único alimento que NUNCA apodrece em seu estado natural?
Vamos lá, pensa um pôco. Tem a ver com tudo o que aqui está sendo abordado. Hã? Hã?
É o mel!
Por conta disso, há quem diga que as abelhas não são deste planeta. Fruto duma mente onírica ou não, o fato de ser ele o ÚNICO alimento a não perecer faz dele um caso especial e repleto de mistérios.
Alguns dizem que elas não estão desaparecendo, estão apenas atendendo ao chamado divino e subindo aos céus, habitando o paraíso.
Outros defendem a idéia de que é por causa do popular Aquecimento Global. Tem quem aposte suas fichas nas torres de telefonia celular, que desorienta as abelhas. As lavouras transgênicas também estão entre os possíveis vilões apontados.
Recentemente esse inexplicável fenômeno foi detectado também aqui no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, com indícios significativos.
São os sinais intuitivos, onde não pode ser encarado como mera superstição humana.
Mas, a que se presta este post, afinal?
Agora, pra fechar o ciclo e amarrar as pontas do novelo, falemos sobre o gênio:
É atribuído ao célebre físico Albert Einstein a frase: “Se as abelhas desaparecessem da face da Terra, o homem teria apenas mais quatro anos de vida”.
Numa outra coincidência bizarra, note a frase na lousa atrás do Elliot Moore, do filme “The Happening”, gentilmente cedida pela 20th Century Fox.
Consegue ler? Clica nela e ">aumenta!
A razão conforme já foi dito é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos.
Einstein disse também que “Deus não joga dados”, portando a verdade é que.....hey! ôpa pérae! 4 anos? Ele disse, somente mais QUATRO anos?
Estamos em 2008...mais quatro anos...isso daria...hã...sobe um vai três mais cinco subtrai trinta e oito e será - voilá! ...2012!
Espera um pouco. Ano dois mil e doze? Essa data não me é estranha. Não é esse o ano que, de acordo com o Profecia Maia, o Planeta irá encerrar seu ciclo?
Caracas isso é muito, muito estranho.
A escrita deste post foi necessária por conta do espanto que tive ao juntar as peças do quebra-cabeça e chegar a essas estranhas e assustadoras coincidências.
Será mesmo o fim do mundo? O apocalipse? O “e agora José”?
Eu hein, dá licença que agora eu vou pendurar um galhinho de arruda atrás da orêia!

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