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Segunda-feira, Julho 28, 2008


Educação Ambiental
Quem bate? É o friiiio!
Entramos oficialmente no inverno. Hora de resgatar do armário as roupas que há tempos lá estão e renovar o figurino. Porém, alguns cuidados devem ser tomados neste fria e seca época do ano.
Com a mudança brusca da temperatura, ocorre um fenômeno chamado inversão térmica. Explico: a camada de ar fria, por ser mais pesada, desce e permanece na região próxima a superfície terrestre. O ar quente, mais leve que o ar frio, fica numa camada superior. Assim sendo, todos os poluentes emitidos à atmosfera não conseguem se dispersar no ar, ficando retido nessa camada de ar fria, próxima à superfície e, consequentemente, de nossos narizes.
É esse ar poluído, viciado, que inalamos. Por isso nesta época do ano os índices de doenças respiratórias disparam, pela combinação da poluição com o ar seco pela falta de chuvas.
Você já reparou que após uma noite inteira de fina chuva, com o Sol surgindo impávido pela manhã, o céu parece estar “mais azul”? Isso porque a chuva retira os poluentes do ar, tornando-o mais limpo.
Como as chuvas são menos constantes no inverno, esse problema é agravado.
Por incrível que pareça, em algumas cidades, os poluentes que ficam retidos no ar são visíveis. Podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pela poluição que, como já sabemos, são oriundos dos combustíveis dos automóveis, indústrias e, particularmente nesta época seca, pelas queimadas!
Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos, provocando doenças respiratórias, cansaço, irritação nos olhos, etc. Pessoas que possuem doenças como bronquite e asma tem seus problemas agravados.
E o que nós, como cidadãos, podemos fazer a respeito?
Primeiramente, aquilo tudo que já cansamos de debater; diminuir o uso do carro, ceder ou aceitar carona, optar pelo transporte público e, duma forma prazerosa, saudável e sem danos ao meio ambiente, usar a bicicleta!
Como cidadãos, evite as queimadas. Tome muito cuidado onde joga a bituca do cigarro, não solte balões e em hipótese alguma ateie fogo em lixo ou terrenos baldios. Se avistar alguém fazendo isso, denuncie! Queimada é crime, e somos todos afetados por esse ato inconseqüente, já que a fumaça não fica restrita ao local onde é emitida.
Vale algumas dicas: espalhe algumas bacias com água pela casa para que elas umedeçam o ar. Cobre a solução de problemas dos poderes públicos, são eles que estão diretamente ligados à adoção de políticas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. Aproveitando as eminentes eleições, converse com seu candidato e avalie quais são seus projetos para amenizar os efeitos noviços em relação ao meio ambiente.
E cobre depois, para que suas palavras não se percam ao vento.

João Paulo é estudante do segundo ano em Gestão Ambiental na Uniso em Sorocaba.
Apesar de corinthiano, torce pelo verde.

João - 8:29 PM

diz aí:

Segunda-feira, Julho 07, 2008


e o vencedor é (thãm-thãm-thãm-thãmmmm)
O CIEE (Centro de Integração Escola-Empresa) promoveu um concurso nacional de redação com o tema: Sem ética pode haver desenvolvimento?
Enviei a minha para concorrer, já saiu o resultado:

"Tema: Sem ética pode haver desenvolvimento?
O homem é o único ser vivo da Terra dotado da consciência.
Consciência é a capacidade de pensar e refletir sobre aquilo que não pode ser compreendido de outra forma, a não ser pela análise póstuma.
A consciência é, em suma, o fascínio que exerce os mistérios do Universo sobre a mente humana.
Assim, por ter sido o homem o único agraciado por ela na Terra tornou-se ele, aclamado, onipotente – e em decorrência disso, prepotente.
Não teme a nada, pois não há o que temer. Não tem predadores naturais e é capaz de se alimentar dos demais. Usufrui de todos os recursos naturais espalhados pelo planeta e achava, até bem pouco tempo atrás, que eles eram inesgotáveis.
A evolução do conhecimento permitiu perceber, porém, o quanto essa idéia é equivocada.
Sendo o ser humano o único dotado da razão - e por isso mesmo -, dever-se-ia ser exigido deste um peso maior e uma responsabilidade única, desconhecida dos demais seres que habitam este planeta.
Sua natureza questionadora jamais será saciada. A cada resposta encontrada, milhões de novas questões brotam dessa recém descoberta fonte, fazendo do homem ser consciente da própria ignorância ao perceber que quanto mais sabe acerca dos mistérios do Universo, ainda mais terá a saber.
Tudo o que hoje é sabido, todas as descobertas e avanços em todas as faces do conhecimento são frutos de pequenos lampejos, ínfimas partículas de idéias que foram estimuladas pela criatividade e curiosidade humana ao longo do tempo.
Como imaginar, por exemplo, que a retirada de madeiras de imensas e aparentemente inextinguíveis florestas para a fabricação de tintas, construção de casas, móveis, dormentes, etc., poderia algumas décadas depois alterar o equilíbrio climático do planeta? Que hoje é tão amplamente conhecido e divulgado por estudiosos e pelos meios de comunicação?
Ou ainda que o esgoto jogado aos rios fosse, um dia, contaminar os alimentos e voltasse para as casas pelas torneiras que as abastece?
O progresso e o desenvolvimento são contínuos. Hoje não é mais possível imaginar viver sem seus tentadores caprichos. Ao contrário, quanto mais invenções surgirem para facilitar o dia a dia, melhor.
Acostumados de tal forma a lidar com tudo à partir dum botão, a satisfação das necessidades torna-se cada vez mais prática e, de certa forma, mágica! Quando seria imaginável que um dia nem mais seria preciso levantar da cadeira para alimentar, entreter, trabalhar e relacionar-se com as outras pessoas?
O mundo mudou e essa mudança é constante.
Em contrapartida, é privado o homem de preocupações sacramentadas inferiores pela equivocada certeza de que elas não o atingem.
Tão próximos de tudo e ao mesmo tempo tão distantes daquilo o que é real.
Talvez não tivesse chegado a este ponto se a razão humana não cobrasse o alto preço de cegar quase completamente a capacidade de estimar e sensibilizar-se com algo que não seja o próprio umbigo e prazer.
O homem, seduzido pelo poder que lhe foi exclusivamente dado, tornou-se também solitário em seu trono. A coroa agora pesa, sufoca e envenena o discernimento correto das coisas ao redor, fazendo dos passos errados combustível para a continuidade desse ciclo pernicioso que envolve os dias atuais.
Se ao derrubar uma árvore, lá nos primórdios do desenvolvimento, tivesse o homem tido compaixão pelo ninho de pássaro que lá havia e, com a convicção plena do quanto isto é nefasto e degradante, hoje seriam eles inteligentes e evoluídos de forma harmoniosa com as necessidades da própria alma e Universo. Certamente outras formas de desenvolvimento menos nocivas ao meio ambiente teriam sido descobertas e não seriam os homens seres permanentemente em conflito entre saciar sua infinda necessidade material (desenvolvimento) e aquilo que habita o âmago humano, o propósito de sua existência (ética), fazendo dos homens seres errantes que com toda sua sabedoria e inteligência faz o que gosta, mas é incapaz de gostar daquilo que faz."

E foi assim, com essa idéia, que fui desclassificado.

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