Madeiiiiirrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Na manhã do dia 15 de maio caiu uma frondosa árvore na praça Cel. Fernando Prestes no centro de Sorocaba, destruindo completamente um banco próximo e dois dos três mastros: o da bandeira de Sorocaba e o da bandeira do Brasil, restando apenas a do Estado de São Paulo.
A árvore em questão era um Pau-Ferro (Caesalpinia férrea), árvore nativa e diz que é esse seu nome devido ao barulho e as faíscas que saem dos machados que se atrevem a cortá-la (curiosidade bacana).
Indo direto ao assunto: Quando as praças foram “revitalizadas”, (sem entrar no mérito e no absurdo que é aquele piso), os “profissionais” (já vi que este texto será repleto de aspas) contratados para a execução da tarefa tiveram a “grande idéia” de colocar luminosos ao redor das árvores, conforme podemos observar. Acontece que para fazer isso, tiveram que “aparar” o sistema radicular da planta (sistema radicular = raízes), para que ela não quebrasse o novíssimo e antiaderente piso e coubessem confortavelmente nas grades colocadas.
Mas, o que os inteligentes profissionais nem sequer imaginaram, é que fazendo isso estariam condenando as árvores à morte. Ao cortar os “excessos” das raízes, a árvore não mais consegue absorver a quantidade de água (colaborada pela impermeabilização do piso) necessária para manter sua saúde. Além disso, faz com que ela perca seu equilíbrio. A natureza não cria nada que seja inútil ou fugaz, mesmo o mais fino ramo de raiz está ali por um motivo, e acredite não é para impressionar quem pela praça passa.
Com esta atitude, sem saber, deram às arvores apenas sobrevida de poucos anos. E esses anos estão chegando ao fim.
Desta vez tivemos “sorte”, caiu numa manhã chuvosa e ninguém foi ferido. Agora, um erro cometido por incompetentes lá atrás, criará uma perda significativa ao meio ambiente, provavelmente as espécies de Paus-Ferros que lá sobraram (fica a dúvida sobre as Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), comum na arborização urbana, que muitas foram cortadas com a desculpa de que “fazem muita sujeira”. Você a conhece, acredite: é aquela que a vagem que contém suas sementes caem secas ao chão, e é irresistível não pisar sobre elas, que estalam deliciosamente, ainda mais do que apertar bolhas de ar em saquinhos de eletrodomésticos) terão de ser cortadas para que se evite uma tragédia.
E sobrará o que? Apenas as ridículas e exóticas Palmeiras Imperiais (Roystonea oleracea) (exóticas = oriundas de outros países. No caso, das Antilhas, e que foi Dom João VI quem plantou o primeiro exemplar no Brasil, em 1809, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro) que nem pra sombra prestam! E porque lá foram colocadas? Talvez para fazer do centro sorocabano uma nova Beverly Hills (quero ver como farão para fazer a praia).
Vamos apenas deixar uma coisa bem clara aqui e que me preocupa: As árvores não são culpadas, culpados são os idiotas humanos que estão se lixando para o meio em que vivem, preocupados apenas com coisas superficiais, em detrimento das deverás importantes.
Me lembrou muito a “moral da história” deste post aqui, lembra não?
** Mastro que sobrou depois do tombo. No detalhe, a "genial "grade luminosa.
João - 11:55 AM
diz aí:
Sexta-feira, Junho 12, 2009
Trio Paková na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba
"1ª música própria do Trio Paková. "Porque será?" foi composta pelo guitarrista e compositor JP Rodrigues e conta a história de um pouco de cada um de nós. Foi executada pela primeira vez na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba, no dia 11 de junho de 2009. Divirta-se! "
Qui chique né?