unjob



Domingo, Junho 21, 2009


Madeiiiiirrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Na manhã do dia 15 de maio caiu uma frondosa árvore na praça Cel. Fernando Prestes no centro de Sorocaba, destruindo completamente um banco próximo e dois dos três mastros: o da bandeira de Sorocaba e o da bandeira do Brasil, restando apenas a do Estado de São Paulo.
A árvore em questão era um Pau-Ferro (Caesalpinia férrea), árvore nativa e diz que é esse seu nome devido ao barulho e as faíscas que saem dos machados que se atrevem a cortá-la (curiosidade bacana).
Indo direto ao assunto: Quando as praças foram “revitalizadas”, (sem entrar no mérito e no absurdo que é aquele piso), os “profissionais” (já vi que este texto será repleto de aspas) contratados para a execução da tarefa tiveram a “grande idéia” de colocar luminosos ao redor das árvores, conforme podemos observar. Acontece que para fazer isso, tiveram que “aparar” o sistema radicular da planta (sistema radicular = raízes), para que ela não quebrasse o novíssimo e antiaderente piso e coubessem confortavelmente nas grades colocadas.
Mas, o que os inteligentes profissionais nem sequer imaginaram, é que fazendo isso estariam condenando as árvores à morte. Ao cortar os “excessos” das raízes, a árvore não mais consegue absorver a quantidade de água (colaborada pela impermeabilização do piso) necessária para manter sua saúde. Além disso, faz com que ela perca seu equilíbrio. A natureza não cria nada que seja inútil ou fugaz, mesmo o mais fino ramo de raiz está ali por um motivo, e acredite não é para impressionar quem pela praça passa.
Com esta atitude, sem saber, deram às arvores apenas sobrevida de poucos anos. E esses anos estão chegando ao fim.
Desta vez tivemos “sorte”, caiu numa manhã chuvosa e ninguém foi ferido. Agora, um erro cometido por incompetentes lá atrás, criará uma perda significativa ao meio ambiente, provavelmente as espécies de Paus-Ferros que lá sobraram (fica a dúvida sobre as Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), comum na arborização urbana, que muitas foram cortadas com a desculpa de que “fazem muita sujeira”. Você a conhece, acredite: é aquela que a vagem que contém suas sementes caem secas ao chão, e é irresistível não pisar sobre elas, que estalam deliciosamente, ainda mais do que apertar bolhas de ar em saquinhos de eletrodomésticos) terão de ser cortadas para que se evite uma tragédia.
E sobrará o que? Apenas as ridículas e exóticas Palmeiras Imperiais (Roystonea oleracea) (exóticas = oriundas de outros países. No caso, das Antilhas, e que foi Dom João VI quem plantou o primeiro exemplar no Brasil, em 1809, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro) que nem pra sombra prestam! E porque lá foram colocadas? Talvez para fazer do centro sorocabano uma nova Beverly Hills (quero ver como farão para fazer a praia).
Vamos apenas deixar uma coisa bem clara aqui e que me preocupa: As árvores não são culpadas, culpados são os idiotas humanos que estão se lixando para o meio em que vivem, preocupados apenas com coisas superficiais, em detrimento das deverás importantes.
Me lembrou muito a “moral da história” deste post aqui, lembra não?

** Mastro que sobrou depois do tombo. No detalhe, a "genial "grade luminosa.
João - 11:55 AM

diz aí:

Sexta-feira, Junho 12, 2009


Trio Paková na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba


"1ª música própria do Trio Paková. "Porque será?" foi composta pelo guitarrista e compositor JP Rodrigues e conta a história de um pouco de cada um de nós. Foi executada pela primeira vez na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba, no dia 11 de junho de 2009. Divirta-se! "

Qui chique né?

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